Anima

Corpo · Arte · Ancestralidade

Uma metodologia territorial e relacional de investigação artística, criação contemporânea e educação eco-somática.

metodologia

O Território como Matriz

Parte da compreensão de que as culturas se enraízam nas características bio-regionais dos territórios que habitam, reconhecendo o território como matriz ecológica, simbólica e cultural das comunidades humanas.

Enraizada na investigação e recolha etnográfica das danças, do canto, das tradições orais, das mitopoéticas e eco-mitologias pagãs pré-cristãs, das práticas medicinais populares, das cosmovisões animistas e do património cultural imaterial de Portugal e da Península Ibérica, a metodologia Anima · Corpo · Arte · Ancestralidade compreende estas expressões como manifestações vivas da relação entre corpo, território, comunidade e mundo mais-do-que-humano.

Desenvolvida maioritariamente com mulheres, dedica particular atenção à relação entre corpo, território e ancestralidade, reconhecendo a herança agro-silvo-pastoril, marítima e as múltiplas matrizes culturais luso-ibéricas como alicerces dos saberes, das práticas e dos imaginários que configuram o amplo e diverso património cultural peninsular.

metodologia

Mais do que um percurso educativo

Mais do que um percurso educativo, constitui uma metodologia de investigação, criação artística ritual e prática comunitária que procura fortalecer relações humanas e ecológicas através da experiência partilhada.

Entende a ancestralidade não como um legado a reproduzir, mas como uma fonte viva de conhecimento a escutar, questionar, reinterpretar e renovar criticamente à luz dos desafios do presente.

Animismo Ibérico

Uma prática viva

  • Recolha e investigação de campo
  • Dança
  • Canto
  • Escrita
  • Criação artística ritual
  • Educação eco-somática

Através destas práticas, propõe práticas contemporâneas profundamente enraizadas no território, capazes de cultivar pertença, responsabilidade e vínculo ecológico, imaginação cultural, aportando contextos de co-regulação, reparação psicossomática, participação e resiliência comunitária.

Recuperando assim espaços comunitários ancestrais onde expressão artística, terapia e espiritualidade convergem.

Metodologia

A Arte como Eixo

A arte constitui o eixo estruturante desta metodologia: não como representação do património, mas como prática de investigação, criação, transmissão e renovação cultural.

Através dela, o território deixa de ser um mero cenário para se tornar um interlocutor ativo, um espaço de escuta, relação e criação.

A memória cultural revela-se, assim, uma matéria viva, continuamente recriada no encontro entre pessoas, lugares, comunidades e o mundo mais-do-que-humano.

As MÁS

Mulheres Altamente Sensíveis e mitopoéticas da neurodiversidade

Reconhecer a alta sensibilidade, a neurodiversidade e a multipotencialidade como manifestações singulares da experiência humana, propondo o sistema nervoso enquanto território relacional, subjectivo, sensorial e sensitivo, é um dos pilares centrais da metodologia Anima. Entendemos fisiologia, psique, comunidade e ecossistema como diálogos vivos, porosos e indissociáveis.

A partir desta perspetiva, procuramos mapear estas dimensões, desenvolvendo literacia sobre o sistema nervoso feminino nas múltiplas transições hormonais que atravessa ao longo do percurso de vida, compreendendo a forma íntima e singular como influenciam os estados fisiológicos e emocionais e ampliando a linguagem para dialogar com as próprias profundezas sensoriais.

A provocação da sigla Mulheres MÁS entende-se a partir da imagem das mulheres daninhas: aquelas cuja expressão pode ser tão inaceitável quanto profundamente necessária.

Dar lugar à experiência de quem sente intensamente e em detalhe; de quem vive momentos de desconexão ou de aprisionamento da motricidade e da sensorialidade; de quem habita um ritmo que sente não ser o seu; de quem aprendeu a silenciar ou corrigir a própria intensidade e desassossego. Em vez disso, reconhecer essa experiência como expressão de uma forma singular de habitar o corpo, de estar em relação consigo, com os outros e com o mundo.

Este é um espaço de exploração não neurotípica que procura resgatar a sensibilidade criativa, curiosa e exploratória, tantas vezes suprimida em contextos sociais, valorizando a relação subjectiva e sensível com o mundo vivo a partir da emergência dos lugares internos.

arquivo · 2024

Breve memorial da Incandescência

Criação em tempo real para um local específico, inspirada na recolha de Teófilo Braga e apresentada nos átrios do Mosteiro de São Vicente de Fora e da Igreja da Graça, em Lisboa.

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