Íris Garcia

EDUCAÇÃO · ARTE · TERAPIA

Sou artista, animista, coreógrafa, investigadora, educadora eco-somática, terapeuta de trauma, herbalista e doula.

O meu trabalho nasce do encontro entre arte, corpo, território e ancestralidade, informado por uma perspetiva animista, eco-somática e terapêutica.

Ao longo de mais de três décadas tenho desenvolvido uma prática interdisciplinar dedicada à investigação, à criação e à transmissão.

Sou criadora da metodologia Anima · Corpo · Arte · Ancestralidade, uma metodologia territorial e relacional de investigação artística, criação ritual contemporânea e educação eco-somática, enraizada na investigação etnográfica das danças, do canto, das tradições orais, das práticas medicinais, das cosmovisões animistas e do património cultural imaterial de Portugal e da Península Ibérica.

trabalho autoral

Sou investigadora
independente, não académica, e autora. 

Interessa-me compreender de que forma o animismo, a dança, a criação artística e a relação com os territórios podem contribuir para renovar a memória cultural, fortalecer comunidades vivas, criar contextos de co-regulação e resiliência e aprofundar a relação entre os seres humanos e o mundo mais-do-que-humano.

Habito os lugares onde corpo, arte, ritual, terapia, sacralidade e natureza se encontram, no compromisso do cuidado ao sensível e ao profundo.

sobre · íris garcia

Corpo, Animismo
& Herbalismo

Enquanto terapeuta de trauma e doula, acompanho sobretudo mulheres, especializando-me em saúde feminina, trauma gestacional, parto, pós-parto, maternidade, perda e interrupção gestacional, trauma transgeracional, alta sensibilidade e neurodivergência.

Enquanto educadora, desenvolvo formação em eco-psico-somática e sistema nervoso, saúde da mulher, gestação, parto e pós-parto, bem como percursos de investigação e criação em dança, eco-somática, animismo, património cultural imaterial, tradições populares e cosmologias pagãs ibéricas.

Como herbalista, dedico-me à saúde da mulher, à cozinha medicinal, ao herbalismo tradicional, às tradições populares e à eco-mitologia das plantas.

arquivo · 2025

A Velha Mulher na Caverna torna-se um Pássaro.

Videocriação sobre o amadurecimento como a tarefa do Solstício de Verão.

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Biografia

1999-2010

A minha formação base é literatura contemporânea (FLUL), teatro (Universidade de Évora), dança contemporânea e moderna (desde 1994) e tradicional do Norte de África.
Entre 1999 e 2010 estudei com o Centro de Dança Contemporânea de Évora, Shokry Mohamed (Egipto e Espanha), Paula Lena Karima (Argentina), Yumma Mudra (França), Farida Fahmy (Egipto), Gabrielle Roth (USA). Tendo performando nacional e internacionalmente.
Criei e produzi 10 performances colectivas com cerca de 60 mulheres cada uma e criei 6 solos de arte ritual originais, apresentados em Portugal,  Holanda, França, Espanha e Inglaterra, colaborando com diversos artistas nacionais e internacionais, dos quais se destacam Pedro Jóia, Ron Whitehead (poeta beatnik americano), Stellamara, Musicians of the Nile e colectivos de música tradicional Berbere de Marrocos.
Tornei-me doula em 2007, tendo estudado com Naoli Vinaver, Michel Odent, Liliana Lammers and  Barbara Harper.
Completei a minha formação como professora de Yoga em 2008, na Austria.
Tenho cerca de três décadas de experiência prática e teórica de animismo e xamanismo europeu, mitologia arcaica, bem como tradições pagãs rituais e medicinais portuguesas. Como auto-didacta e tendo sido parte de várias comunidades de estudo e prática animista e pagã, nacionais e no Reino Unido, desde 1999, destacando-se múltiplas colaborações com o Glastonbury Goddess Temple.

2010-2020

Em 2009 fui Mãe, o que se traduziu numa reflexão profunda sobre como reestrutar o meu trabalho de forma a que pudesse ser mais coerente o fio condutor entre todas as minhas áreas de interesse e experiência e a mulher em quem me estava a tornar. O primeiro seténio foi sem dúvida uma fase de profunda transformação, trazendo muitos frutos importantes, dos quais se destacam a alta sensibilidade e neuro diversidade de mães, crianças e famílias, vivida na primeira pessoa.
Desde 2009 estudo movimento e educação eco-somática, destacando-se nas minhas influências o trabalho de Andrea Olsen, Liz Kosh, Kimberly Ann Johnson e Bonnie B. Cohen.
Entre 2016 e 2019 formei-me em Terapia de Trauma Somatic Experience, 2019, criada por Peter Levine, tendo estudado com Liana Netto, Sónia Gomes e Peter Levine. Tendo estudado também Psicotraumatologia, trauma de infância e de desenvolvimento com Liana Netto e Cecília Laureano (Brasil).
Sou formada também em design de permacultura desde 2018.
Estudo Herbalismo desde 2009, primeiramente como Auto-didacta, formando-me depois em Herbalismo alquímico e clínico medicinal na The School of Evolutionary Herbalism (EUA), sendo profundamente influenciada pelo estudo autónomo do legado de Stephen Harrod Buhner e Mathew Wood.

Fundo o projecto Senhora d’Azenha em 2013, que abriga o espaço Hearth em Colares,  como centro terapêutico e de práticas eco-artísticas.
Em 2015 co-crio o projecto Feminine Consciousness, com Lila Moreira, dentro do qual lecionamos herbalismo e saúde feminina.

2020-Presente

Colaboro regularmente com a Escola de Desenvolvimento Transpessoal e em acompanhamento terapêutico com a excepcional psicóloga Élia Gonçalves.
Colaboro também no podcast Remembrar os Ossos, com Élia, Sofia Batalha e Ana Alpande.
Sou parte do corpo de formadoras do curso de doulas Mater Lua, de Carla Silveira.

Faço parte da equipa pedagógica da Jornada Corpo de Prazer com Dina Fonseca e do curso anual de macrobiótica de Sónia Jordão.
Escrevi para a publicação Defending the Sacred, Voice of the Ancestors de Ron Whitehead, a revista Ophiussa e regularmente para a Vento e Água.

Acredito que a Arte, Terapia, Espiritualidade, Ecologia e Filosofia têm uma conexão intrínseca e indissociável. Esta é a base do meu trabalho, seja terapia, dança, ritual ou desenvolvimento eco-humano. Através do meu trabalho, procuro apoiar no desenvolvimento da presença sensível através da escuta simultânea do que sentimos e do que está a acontecer em nosso redor.
Entendendo a Vida e Alma como sendo cíclica, tal como a Natureza, o que nos permite abraçar todos os aspectos da experiência humana, desenvolvendo resiliência, sentido de pertença e propósito. Para que sejamos capazes de re-escrever narrativas individuais e colectivas, com presença sensível e íntegra.