Curvar sem quebrar é erguer-se e assim te espero, digna a cada passo, queda e desvio.
Gosto de deixar que me atravessem e tomem a minha voz. Ajudam-me a dar sentido ao caminho e a tecer a direcção. Assim, com todo o coração, as ofereço das minhas mãos às vossas, para que sigam na sua peregrinação que nos abraça e transforma.
Curvar sem quebrar é erguer-se e assim te espero, digna a cada passo, queda e desvio.
Estamos todas e todos, inevitavelmente, na sua Encruzilhada, no seu Portão. Na nudez do recém nascido e de quem parte.
Os nossos santuários nunca tiveram muros, são de árvores ancestrais, pedras, rios livres, animais.
Fico em contacto com a minha integridade enquanto capacidade de regulação nervosa quando simplifico e não me sobrecarrego.
A IVG é uma realidade complexa, vivida de formas diferentes. Este texto aborda emoções, apoio e direitos, propondo uma perspetiva empática, informada e livre de julgamentos.
A interrupção voluntária da gravidez (IVG) continua rodeada de desinformação. Neste artigo, desmontamos ideias feitas com dados, contexto legal e uma perspetiva centrada nos direitos humanos.
A interrupção voluntária da gravidez (IVG) é um direito legal em Portugal desde 2007. Este artigo apresenta os prazos legais, o desenvolvimento gestacional e as razões pelas quais a IVG é uma questão de saúde pública e de direitos humanos.
Chamo o meu Filho e relembro-o: esta revolução pela Liberdade foi-te oferecida. Cuida-a e deixa-a aos teus para que não seja, jamais, necessário fazer outra. São 51 anos de um Abril que ainda se cumpre. Não era nascida quando se fez.
O tempo da intenção não é necessariamente o tempo da fisiologia.
O corpo tem um tempo seu, orgânico, variável e que não deve obediência ao pensamento.
Com o orvalho da manhã abrem as violetas, púrpuras e brancas dos braços da Alvorada.
Abrimos as janelas e o granito da casa ilumina-se. Em todos os lugares a brisa fresca abre caminho e renova.
Se rasgamos a carne dos ossos, que seja para aprender a cantar, orar aos ossos e soprar-lhes assim renovada Vida.
Partilho algumas estratégias simples de regulação nervosa, que podem não funcionar para toda a gente, mas que são uma forma de abrir caminho a que o nosso sistema nervoso se oriente e sinta amparo.
Ela é a Mãe de todas as Bruxas, Magas, e como parteira é invisível mas de presença essencial.
Ela é a Mãe da Mãe.
Ela não tem outro credo ou religião que não a cura e o fazer melhor como oração maior.
Ela concebe sozinha em relação, com a força brutal da erva daninha em comunhão com o chão.
Ela concebe como a neve, que é densa, que é fina, que é pesada, que é leve.
Ela vem com ossos, os ossos são cantos, ecos, silêncios.
Ela vem sem ser convidada.
Traz a foice que rasga e arranca.
Quantos movimentos tem a foice?
A Boa Morte.
Essa que nos transforma em vida sem elogio à individualidade mas sempre honrando a integração no todo.
A Morte que nos devolve, enquanto gotas, ao oceano.
Parece que nos dançam nos ossos, as vozes de quem se perdeu. A perda é violenta pelo que foi. Mas ainda mais violenta se torna quando não pode ter memória e nome.
O fogo que devorou o Bosque Sagrado e desmantelou a pedra da montanha para fazer templos já prenunciava que também quem cultuava o Bosque ia sofrer o corte e a queima.
Não me chamem outra coisa, porque eu não quero. Não me venham asseptizar como sacerdotisa, não é o que sou. Não estou acima de ninguém, nem quero estar.
O ostracismo, a humilhação social, a ridicularização, a ofensa são formas de punição severas, com graves danos psico-emocionais e que marcam para sempre.
Sou Mulher, Mãe, Mamífera, neuro-diversa e altamente sensível.
O meu trabalho é o entrelaçamento vivo de animismo, corpo, herbalismo e terapia.
Actuo enquanto Terapeuta de trauma e doula, especializada em saúde feminina, trauma gestacional, de parto, pós parto, maternidade, perda e interrupção gestacional, trauma transgeracional, alta sensibilidade e neuro-diversidade. Educadora eco-somática, de dança ancestral ritual, animismo e paganismo Ibérico, centrado no culto das Senhoras enquanto Natureza Selvagem. Herbalista especializada em saúde da Mulher, cozinha medicinal, tradições populares, eco-mitologia e culto pagão das plantas. Investigadora voraz, criadora ardente, facilitadora e autora no compromisso do cuidado ao sensível e ao profundo. Curiosa e devota dos caminhos vivos que mapeiam o chão e a alma.
Aqui, é seguro e sereno sentir cada palavra de forma íntima e única, levar connosco os pedaços relevantes e deixar os que não o são.
Aqui encontras cursos que convidam à reflexão activa e comprometida sobre a nossa relação com a Terra-Alma.
Estas são compilações de sentires e saberes para levares contigo, que te sejam sementes férteis e nutridoras.
Por vezes brotam de mim palavras.
Com todo o coração as ofereço para que sigam na sua peregrinação.